sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Fases da Lua

À medida que a Lua viaja ao redor da Terra ao longo do mês, ela passa por um ciclo de fases, durante o qual sua forma parece variar gradualmente. O ciclo completo dura aproximadamente 29,5 dias. Esse fenômeno é bem compreendido desde a Antiguidade. Acredita-se que o grego Anaxágoras (430 a.C.), já conhecia sua causa, e Aristóteles (384 - 322 a.C.) registrou a explicação correta do fenômeno: as fases da Lua resultam do fato de que ela não é um corpo luminoso, e sim um corpo iluminado pela luz do Sol.



A face iluminada da Lua é aquela que está voltada para o Sol. A fase da lua representa o quanto dessa face iluminada pelo Sol está voltada também para a Terra. Durante metade do ciclo essa porção está aumentando (lua crescente) e durante a outra metade ela está diminuindo (lua minguante). Tradicionalmente apenas as quatro fases mais características do ciclo - Lua Nova, Quarto-Crescente, Lua Cheia e Quarto-Minguante - recebem nomes, mas a porção que vemos iluminada da Lua, que é a sua fase, varia de dia para dia. Por essa razão os astrônomos definem a fase da Lua em termos de número de dias decorridos desde a Lua Nova (de 0 a 29,5) e em termos de fração iluminada da face visível (0% a 100%). Recapitulando, fase da lua representa o quanto da face iluminada pelo Sol está na direção da Terra.





A figura acima mostra o sistema Sol-Terra-Lua como seria visto por um observador externo olhando diretamente para o pólo sul da Terra. O círculo externo mostra a Lua em diferentes posições relativas em relação à linha Sol-Terra, assumidas à medida que ela orbita a Terra de oeste para leste (sentido horário para um observador olhando para o pólo sul). O círculo interno mostra as formas aparentes da Lua, em cada situação, para um observador no hemisfério sul da Terra.


As quatro fases principais do ciclo são:

Lua Nova:

  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão na mesma direção.
  • A Lua nasce às 6h e se põe às 18h.

A Lua Nova acontece quando a face visível da Lua não recebe luz do Sol, pois os dois astros estão na mesma direção. Nessa fase, a Lua está no céu durante o dia, nascendo e se pondo aproximadamente junto com o Sol. Durante os dias subsequentes, a Lua vai ficando cada vez mais a leste do Sol e, portanto, a face visível vai ficando crescentemente mais iluminada a partir da borda que aponta para o oeste, até que aproximadamente 1 semana depois temos o Quarto-Crescente, com 50% da face iluminada.



Lua Quarto-Crescente:
  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de 90°.
  • A Lua está a leste do Sol e, portanto, sua parte iluminada tem a convexidade para o oeste.
  • A Lua nasce ao meio-dia e se põe à meia-noite.

A Lua tem a forma de um semi-círculo com a parte convexa voltada para o oeste. Lua e Sol, vistos da Terra, estão separados de aproximadamente 90°. A Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe aproximadamente à meia-noite. Após esse dia, a fração iluminada da face visível continua a crescer pelo lado voltado para o oeste, até que atinge a fase Cheia.


Lua Cheia
  • Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de 180°, ou 12h.
  • A Lua nasce às 18h e se põe às 6h do dia seguinte.

Na fase cheia 100% da face visível está iluminada. A Lua está no céu durante toda a noite, nasce quando o Sol se põe e se põe no nascer do Sol. Lua e Sol, vistos da Terra, estão em direções opostas, separados de aproximadamente 180°, ou 12h. Nos dias subsequentes a porção da face iluminada passa a ficar cada vez menor à medida que a Lua fica cada vez mais a oeste do Sol; o disco lunar vai dia a dia perdendo um pedaço maior da sua borda voltada para o oeste. Aproximadamente 7 dias depois, a fração iluminada já se reduziu a 50%, e temos o Quarto-Minguante.


Lua Quarto-Minguante
  • A Lua está a oeste do Sol, que ilumina seu lado voltado para o leste.
  • A Lua nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia.

A Lua está aproximadamente 90° a oeste do Sol, e tem a forma de um semi-círculo com a convexidade apontando para o leste. A Lua nasce aproximadamente à meia-noite e se põe aproximadamente ao meio-dia. Nos dias subsequentes a Lua continua a minguar, até atingir o dia 0 do novo ciclo.




O intervalo de tempo médio entre duas fases iguais consecutivas é de 29d 12h 44m 2.9s (29,5 dias). Esse período é chamado mês sinódico, ou lunação, ou período sinódico da Lua.

O período sideral da Lua, ou mês sideral é o tempo necessário para a Lua completar uma volta em torno da Terra, em relação a uma estrela. Sua duração média é de 27d 7h 43m 11s, sendo portanto 2,25 dias mais curto do que o mês sinódico.


Rotação da Lua


À medida que a Lua orbita em torno da Terra, completando seu ciclo de fases, ela mantém sempre a mesma face voltada para a Terra. Isso indica que o seu período de translação é igual ao período de rotação em torno de seu próprio eixo. Portanto, a Lua tem rotação sincronizada com a translação.

Note que como a Lua mantém a mesma face voltada para a Terra, um astronauta na Lua não vê a Terra nascer ou se pôr. Se ele está na face voltada para a Terra, a Terra estará sempre visível. Se ele estiver na face oculta da Lua, nunca verá a Terra.





Lua

A Lua é o único satélite natural da Terra e o quinto maior do Sistema Solar. É o maior satélite natural de um planeta no sistema solar em relação ao tamanho do seu corpo primário, tendo 27% do diâmetro e 60% da densidade da Terra, o que representa 1⁄81 da sua massa. Entre os satélites cuja densidade é conhecida, a Lua é o segundo mais denso, atrás de Io (uma das quatro grandes luas de Júpiter conhecidas como Luas de Galileu). Estima-se que a formação da Lua tenha ocorrido há cerca de 4,5 mil milhões de anos, relativamente pouco tempo após a formação da Terra. Embora no passado tenham sido propostas várias hipóteses para a sua origem, a explicação mais consensual atualmente é a de que a Lua tenha sido formada a partir dos detritos de um impacto de proporções gigantescas entre a Terra e um outro corpo do tamanho de Marte.


A Lua encontra-se em rotação sincronizada com a Terra, mostrando sempre a mesma face visível, marcada por mares vulcânicos escuros entre montanhas cristalinas e proeminentes crateras de impacto. É o mais brilhante objeto no céu a seguir ao Sol, embora a sua superfície seja na realidade escura, com uma refletância pouco acima da do asfalto. A sua proeminência no céu e o seu ciclo regular de fases tornaram a Lua, desde a antiguidade, uma importante referência cultural na língua, em calendários, na arte e na mitologia. A influência da gravidade da Lua está na origem das marés oceânicas e ao aumento do dia sideral da Terra. A sua atual distância orbital, cerca de trinta vezes o diâmetro da Terra, faz com que no céu o satélite pareça ter o mesmo tamanho do Sol, permitindo-lhe cobri-lo por completo durante um eclipse solar total.
Fonte: Wikipédia


Estrutura lunar


A Lua é o único corpo celeste para além da Terra no qual os seres humanos já pisaram. O Programa Luna, da União Soviética, foi o primeiro a atingir a Lua com sondas não tripuladas em 1959. O Programa Apollo, do governo dos Estados Unidos, permitiu a realização das únicas missões tripuladas até hoje ao satélite, desde a primeira viagem tripulada em 1968 pela Apollo 8, até seis alunagens tripuladas entre 1969 e 1972, a primeira das quais a Apollo 11. Estas missões recolheram mais de 380 quilogramas de rochas lunares que têm sido usadas no estudo sobre a origem, história geológica e estrutura interna da Lua. Após a missão Apollo 17, em 1972, a Lua foi visitada apenas por naves espaciais não tripuladas, como pela última sonda do programa soviético Lunokhod.
Fonte: Wikipédia


Decolagem da Apollo 11



Fases da Lua

À medida que a Lua viaja ao redor da Terra ao longo do mês, ela passa por um ciclo de fases, durante o qual sua forma parece variar gradualmente. O ciclo completo dura aproximadamente 29,5 dias. Esse fenômeno é bem compreendido desde a Antiguidade. Acredita-se que o grego Anaxágoras (430 a.C.), já conhecia sua causa, e Aristóteles (384 - 322 a.C.) registrou a explicação correta do fenômeno: as fases da Lua resultam do fato de que ela não é um corpo luminoso, e sim um corpo iluminado pela luz do Sol.

A face iluminada da Lua é aquela que está voltada para o Sol. A fase da lua representa o quanto dessa face iluminada pelo Sol está voltada também para a Terra. Durante metade do ciclo essa porção está aumentando (lua crescente) e durante a outra metade ela está diminuindo (lua minguante). Tradicionalmente apenas as quatro fases mais características do ciclo - Lua Nova, Quarto-Crescente, Lua Cheia e Quarto-Minguante - recebem nomes, mas a porção que vemos iluminada da Lua, que é a sua fase, varia de dia para dia. Recapitulando, fase da lua representa o quanto da face iluminada pelo Sol está na direção da Terra.

Fonte: astro.if.ufrgs.br


Lua


A figura acima mostra o sistema Sol-Terra-Lua como seria visto por um observador externo olhando diretamente para o pólo sul da Terra. O círculo externo mostra a Lua em diferentes posições relativas em relação à linha Sol-Terra, assumidas à medida que ela orbita a Terra de oeste para leste (sentido horário para um observador olhando para o pólo sul). O círculo interno mostra as formas aparentes da Lua, em cada situação, para um observador no hemisfério sul da Terra.
Fonte: astro.if.ufrgs.br

Clique aqui e saiba mais sobre as fases da lua.



Rotação da Lua

À medida que a Lua orbita em torno da Terra, completando seu ciclo de fases, ela mantém sempre a mesma face voltada para a Terra. Isso indica que o seu período de translação é igual ao período de rotação em torno de seu próprio eixo. Portanto, a Lua tem rotação sincronizada com a translação.

rotacao da lua

É muito improvável que essa sincronização seja casual. Acredita-se que ela tenha acontecido como resultado das grandes forças de maré exercidas pela Terra na Lua no tempo em que a Lua era jovem e mais elástica. As deformações tipo bojos causadas na superfície da Lua pelas marés teriam freado a sua rotação até ela ficar com o bojo sempre voltado para a Terra e, portanto, com período de rotação igual ao de translação. Essa perda de rotação teria em consequência provocado o afastamento maior entre Lua e Terra (para conservar o momentum angular). Atualmente a Lua continua afastando-se da Terra, a uma taxa de 4 cm/ano.

Note que como a Lua mantém a mesma face voltada para a Terra, um astronauta na Lua não vê a Terra nascer ou se pôr. Se ele está na face voltada para a Terra, a Terra estará sempre visível. Se ele estiver na face oculta da Lua, nunca verá a Terra.


Órbita da Lua

A órbita da Lua é a trajetória que o satélite natural executa ao redor da Terra, em sentido anti-horário quando visto a partir do polo norte terrestre. Possui excentricidade pequena (menor que 0,05), o que a faz parecer quase circular. Seu plano de rotação é inclinado cerca de cinco graus em relação ao plano de órbita da Terra.
A distância média entre a Lua e a Terra é de 384 400 quilômetros. Contudo, como a órbita é elíptica, a máxima aproximação acontece a 363 mil quilômetros de distância (perigeu) e a máxima distância ocorre a 406 mil quilômetros (apogeu).
Fonte: Wikipédia

Inclinacao
A órbita da Lua em torno da Terra está inclinada 5° em relação à orbita da Terra em torno do Sol.


Orbita
A órbita da Lua em torno da Terra é uma elipse, exagerada nesta figura, e a Lua está 10% mais próxima no perigeu do que no apogeu, o que faz com que seu tamanho aparente mude de um ciclo para outro.


*Perigeu: é o ponto da órbita de um corpo celeste ou de uma nave espacial, em que ele se encontra mais próximo do astro em torno do qual gravita.

*Apogeu: é o ponto da órbita de um corpo celeste ou de uma nave espacial em que ele se encontra mais distante do astro em torno do qual gravita.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sondas chegam à órbita de Marte

Concepção artística mostra a sonda Marven já na órbita do planeta Marte (Foto: Divulgação/Nasa)

Sonda da Nasa chega a Marte

A sonda americana Maven chegou esta noite à órbita de Marte, após uma longa viagem de dez meses, de acordo com a agência espacial americana, a Nasa. A missão tem o objetivo de descobrir o que levou o planeta a perder grande parte de sua atmosfera no passado.
A Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) partiu da Terra em novembro do ano passado e viajou 711 milhões de quilômetros, ao custo de US$ 671 milhões, entrou na órbita de Marte aproximadamente às 23h25 deste domingo (21/09/14), no horário de Brasília.

Uma vez na órbita provisória, começará um período de cinco semanas para a calibragem dos instrumentos da Maven. Em seguida, a sonda entrará em uma órbita elíptica definitiva de quatro horas e meia, que lhe permitirá realizar observações de todas as latitudes e camadas da atmosfera superior de Marte, com altitude variável de 150 km a 6.000 km.

A Missão Maven tratará de responder de onde veio toda a água que havia em Marte em um passado distante, assim como o dióxido de carbono (CO2). São questões importantes para se compreender a história do planeta, de seu clima e da possibilidade de vida.

Maven conta com oito instrumentos, entre eles um espectrômetro de massas para determinar as estruturas moleculares dos gases atmosféricos, e um sensor SWEA (Solar Wind Electron Analyzer), que analisará o vento solar. A sonda de 2,45 toneladas foi lançada em novembro de 2013 de Cabo Canaveral, Flórida.

Sonda Maven, que fará missão em Marte, é lançada de Cabo Canaveral, na Flórida (Foto: Michael Berrigan/Reuters)
Sonda Maven decolou em 18 de novembro de 2013 de Cabo Canaveral, na Flórida (Foto: Michael Berrigan/Reuters)

Fonte: G1


Sonda indiana entra na órbita de Marte

A Índia conseguiu nesta quarta-feira (23/09/14) colocar sua sonda espacial Mars Orbiter Mission (MOM) - também chamada de Mangalyaan - na órbita de Marte, um sucesso para esta primeira missão do país ao Planeta Vermelho, anunciou o primeiro-ministro Narendra Modi.

"A Índia conseguiu chegar à Marte. Felicitações a todos vocês, ao país inteiro. A história foi escrita hoje", disse Narendra Modi na sede da Agência Espacial Indiana, em Bangalore. A sonda havia sido lançada em 5 de novembro do ano passado.

A MOM foi concebida e desenvolvida em tempo recorde e com um baixo orçamento, mas tornou a Índia o primeiro país da Ásia a chegar a Marte, se unindo a Estados Unidos, Rússia e Europa.

Com um orçamento de US$ 74 milhões, a missão indiana custou uma fração da sonda Maven, lançada pela Nasa - a agência espacial americana - e que entrou na órbita marciana no último domingo. "Conseguimos em nossa primeira tentativa. A ISRO desenvolveu este engenho espacial no tempo recorde de três anos, e todos os indianos estão orgulhosos de vocês", disse Modi aos membros da agência espacial.

A sonda indiana está equipada com sensores destinados a medir a presença de gás metano na atmosfera de Marte, o que reforçaria a hipótese da existência de uma forma de vida primitiva no planeta.

Foto do lançamento do foguete que enviou a sonda para Marte em 5 de novembro de 2013 (Foto: Arun Sankar K/AP Photo)
Foto do lançamento do foguete que enviou a sonda para Marte em 5 de novembro de 2013
(Foto: Arun Sankar K/AP Photo)

Fonte: G1


domingo, 21 de setembro de 2014

Buraco Negro



Os buracos negros são uma das mais importantes descobertas científicas de todo o século XX. Chamamos de buraco negro uma região no espaço que contém tanta massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Ou seja, trata-se de um objeto com campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape excede a velocidade da luz.

Em 1968, o físico americano John Archibald Wheeler usou pela primeira vez a expressão "buraco negro". O termo "buraco" indica que os eventos ocorrido em seu interior não são vistos por observadores externos, enquanto o termo "negro" é usado porque nem mesmo a luz (velocidade de aproximadamente 300.000 km/s) pode escapar do seu interior.

Um buraco negro pode ter qualquer tamanho. Alguns são formados por fusões de vários outros, e com apenas três características:
  • massa
  • momentum angular (spin)
  • carga elétrica
Depois de formado, o tamanho do buraco tende para zero, logo sua densidade tende para infinito.

Fonte: Só Geografia





Como Surge Um Buraco Negro

O surgimento dos buracos negros está relacionado com o ciclo de vida das estrelas. As estrelas surgem de imensas nuvens compostas de pequenas partículas de matéria e de gás hidrogênio, que existe em abundância no Universo. Após um longo tempo brilhando e convertendo o seu hidrogênio em hélio, as estrelas entram em colapso. Então, seus destinos dependem do seu tamanho. As mais massivas explodem. No lugar das supernovas (nome dado aos corpos celestes surgidos após as explosões) o núcleo original da estrela, que serviu de “apoio” para a explosão, se contrai. Outras vezes, o núcleo não pára mais de se contrair e nasce um buraco negro.
Fonte: Só Geografia



sábado, 20 de setembro de 2014

Via Láctea - Colisão entre Via Láctea e Andrômeda





















De acordo com uma nova simulação, uma colisão cósmica como a que ocorreu entre 

as galáxias espirais NGC 2207 e IC 2163 ocorrerá entre a Via Láctea e Andrômeda,
enquanto o Sol ainda existir.

Por JR Minkel
Caso o Homo Sapiens sobreviva na Terra por mais dois bilhões de anos, nossos 
descendentes poderão testemunhar um belo espetáculo no céu noturno. Pesquisadores
reafirmam que a Via Láctea deverá colidir com nossa vizinha mais próxima, a galáxia 
de Andrômeda ─ bem antes de o Sol colapsar numa anã branca ─ destruindo a Terra 
nesse processo.

A aproximação dessas galáxias poderá facilmente lançar o Sistema Solar para uma 
região isolada da Via Láctea ou transferi-lo para a galáxia de Andrômeda, segundo 
os astrônomos T. J. Cox e Abraham Loeb do Centro de Astrofísica de Harvard-
Smithsonian, em Cambridge, Massachusets. 

Os dois pesquisadores simularam essa colisão com base na velocidade relativa entre 
as galáxias e a quantidade de gás e matéria escura existente no espaço entre elas, o 
que provoca o arraste de seus movimentos.

Andrômeda se encontra atualmente a 2,3 milhões de anos-luz. Os pesquisadores 
sabem que elas estão se aproximando a 230 mil km/h, mas desconhecem sua 
velocidade transversal Se seu deslocamento transversal for suficientemente rápido ela 
não atingirá a Via Láctea.

Loeb observa que “é muito provável que as duas se choquem, mas sabe-se lá
quando, em três, cinco, dez bilhões de anos”. Considerando os últimos modelos
de estrutura das galáxias e assumindo uma velocidade transversal reduzida, Cox e
Loeb concluíram que em dois bilhões de anos Andrômeda deverá tocar a Via Láctea.
Eles anunciaram este resultado num trabalho submetido à revista Monthly Notices of the 
Royal Astronomical Society. Os dois núcleos galácticos ficariam orbitando, um em torno 
do outro, por mais três milhões de anos até se fundirem.

Nessa época, as estrelas que compõem as duas galáxias espirais coalescerão
lentamente formando então uma galáxia elíptica ─ talvez a “Androláctea” ─ com
características próprias. Embora a maioria das estrelas esteja muito afastada para
colidirem, a força gravitacional de uma das galáxias atrai as estrelas da outra.

O Sol deverá se manter ativo até que esse cataclisma ocorra. Seu destino vai depender
do ponto onde estará na órbita de 24 mil anos luz que executa em torno do centro da
Via Láctea. Os pesquisadores calculam que quando os núcleos das duas galáxias se
fundirem, o Sistema Solar terá 50% de chance de ser expulso para uma fina cauda que
se estenderá da Androláctea, a uma distância três vezes maior do núcleo que a distancia
a que está hoje do centro galáctico.

Cox e Loeb também verificaram que existem 3% de chance de o Sol entrar em
órbita de Andrômeda, quando as duas galáxias colidirem. Alterando os dados
iniciais a simulação leva a outros resultados. É interessante notar, comenta o astrônomo
Gregory Laughlin, da University of Califórnia, em Santa Cruz, é que Cox e Loeb
determinaram órbitas razoáveis para o Sol e algumas resultaram numa faixa
plausível de cenários que o Sistema Solar poderá encontrar.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Via Láctea - Novas Estrelas ao Redor da Via Láctea




Por Ken Croswell

Pela primeira vez astrônomos detectaram estrelas em um enorme fluxo de gás lançado pelas Nuvens de Magalhães, as duas galáxias mais brilhantes que orbitam a nossa Via Láctea.

Procuradas há décadas,essas estrelas recém-descobertas são jovens, o que significa que se formaram recentemente, quando o gás das Nuvens de Magalhães colidiu com o gás da Via Láctea.

As estrelas recém-nascidas oferecem informações sobre processos que ocorreram no passado do Universo, quando pequenas galáxias ricas em gás colidiam para dar origem a gigantes como a Via Láctea. “Essa é a primeira e única interação galáctica que podemos modelar em detalhes”, declara Dana Casetti-Dinescu, astrônoma da Southern Connecticut State University, que aponta que outras colisões de nuvens gasosas entre galáxias ficam mais distantes, e que portanto são mais difícieis de observar. “Nós não temos tantas informações sobre interações entre sistemas mais distantes”.

Cerca de duas dúzias de galáxias revolvem ao redor da Via Láctea, mas apenas as Nuvens de Magalhães são brilhantes o suficiente para que astrônomos amadores possam vê-las a olho nu. O que realmente diferencia as duas é seu vigor: ao contrário de outros satélites da Via Láctea, as Nuvens de Magalhães têm grandes quantidades de gás, a matéria-prima de novas estrelas.

As Nuvens de Magalhães com certeza ficam próximas: a Grande Nuvem de Magalhães fica a apenas 160 mil anos-luz da Terra, enquanto a Pequena Nuvem de Magalhães fica a 200 mil anos-luz de nós, e a 75 mil anos-luz de sua companheira. Conforme as duas galáxias orbitam a Via Láctea, é provável que também orbitem uma a outra.

Um olhar mais detalhado das Nuvens de Magalhães revela mais detalhes. No início dos anos 70, rádio-astrônomos descobriram um longo fluxo de gás que acompanha as duas galáxias enquanto elas nos orbitam.

Esse gás, chamado de Fluxo de Magalhães, consiste principalmente de átomos neutros de hidrogênio, que transmitem ondas de rádio com 21 centímetros de comprimento. Um componente gasoso mais curto fica adiante das Nuvens de Magalhães, e por isso foi batizado de Braço Dianteiro. Do início do Braço Dianteiro até o fim do Fluxo de Magalhães, essa faixa gasosa tem pelo menos 200 graus de comprimento e se estende por mais de meio milhão de anos-luz de espaço.

Assim como a Lua eleva os mares terrestres, o arrasto gravitacional da Grande Nuvem de Magalhães removeu a maior parte desse gás da Pequena Nuvem de Magalhães, que não tem tanta força para segurá-lo. Estrelas também devem ter se espalhado a partir das Nuvens de Magalhães. Ainda que tanto estrelas quanto gás existam entre as Nuvens de Magalhães, ninguém nunca tinha encontrado qualquer estrela no Fluxo de Magalhães ou no Braço Dianteiro. Até agora.

Casett-Dinescu e seus colegas usaram o telescópio Walter Baade, de 6,5 metros, no Observatório Las Campanas, no Chile, para revelar seis luminosas estrelas azuis no Braço Dianteiro. “Elas se formaram no local”, declara a pesquisadora. “Elas não têm outra opção, porque são muito jovens – elas não tiveram tempo suficiente para viajar das Nuvens até sua localização atual durante seu tempo de vida”. Cinco das seis estrelas estão a aproximadamente 60 mil anos-luz do centro da Via Láctea, perto da periferia do disco estelar de nossa galáxia.

Como a maioria das galáxias espirais, a Via Láctea mantém um vasto reservatório de gás hidrogênio que circunda o disco estelar. Então as estrelas recém-nascidas podem ter se originado em nossa galáxia. Mas as estrelas compartilham a velocidade do gás no Braço Dianteiro, sugerindo que elas surgiram conforme seu gás se chocou com o disco externo de gás da Via Láctea, comprimindo o gás do Braço até que ele produzisse estrelas.

Os astrônomos relatam suas descobertas no volume de 1º de abril de The Astrophysical Journal Letters.

Ainda que as estrelas devam seu nascimento ao gás das Nuvens de Magalhães, elas agora revolvem ao redor de um novo mestre: a Via Láctea, que aumentou seu tamanho já imponente ao arrebatar gás de seus dois satélites mais extravagantes e transformá-lo em novas estrelas, um processo que nossa galáxia deve ter explorado várias vezes em épocas antigas enquanto crescia para se tornar uma gigante.


Créditos: D. Nidever et al, NRAO/AUI/NSF e A. Mellinger, Pesquisa Leiden-Argentine-Bonn (LAB), Observatório Parkes, Observatório Westerbork e Observatório Arecibo




Imagem: D. Nidever et al, NRAO/AUI/NSF e A. Mellinger, Pesquisa Leiden-Argentine-Bonn (LAB), Observatório Parkes, Observatório Westerbork e Observatório Arecibo




Galáxia - Via Láctea



A Via Láctea é uma galáxia espiral da qual o Sistema Solar faz parte. Vista da Terra, aparece como uma faixa brilhante e difusa que circunda toda a esfera celeste, recortada por nuvens moleculares que lhe conferem um intrincado aspecto irregular e recortado. Sua visibilidade é severamente comprometida pela poluição luminosa. Com poucas exceções, todos os objetos visíveis a olho nu pertencem a essa galáxia.

Sua idade estimada é de mais de treze bilhões de anos, período no qual passou por várias fases evolutivas até atingir sua forma atual. Formada por centenas de bilhões de estrelas, a galáxia possui estruturas diferenciadas entre si. No bojo central, que possui forma alongada, há uma grande concentração de estrelas, sendo que o exato centro da galáxia abriga um buraco negro supermassivo. Ao seu redor estende-se o disco galáctico, formado por estrelas dos mais diversos tipos, nebulosas e poeira interestelar, dentre outros. É nesta proeminente parte da Via Láctea que se manifestam os braços espirais. Ao seu redor encontram-se centenas de aglomerados globulares. Entretanto, a dinâmica de rotação da galáxia revela que sua massa é muito maior do que a de toda a matéria observável, sendo este componente adicional denominado matéria escura, cuja natureza se desconhece.

O Sistema Solar localiza-se a meia distância entre o centro e a borda do disco, na região do Braço de Órion, que na verdade trata-se somente de uma estrutura menor entre dois braços principais. Ao redor da galáxia orbitam suas galáxias satélites, das quais destacam-se as Nuvens de Magalhães.
Fonte: Wikipédia





Estrutura

A Via Láctea é uma galáxia espiral barrada, formada por quatro estruturas principais. A região central caracteriza-se por um bojo alongado formado sobretudo por estrelas antigas e onde possivelmente encontra-se um buraco negro supermassivo. Ao seu redor está o disco galáctico cujo diâmetro chega a aproximadamente cem mil anos-luz. Neste disco encontram-se estrelas jovens, nebulosas e regiões de formação estelar, que se organizam de forma a criar os quatro braços espirais principais da galáxia. Por fim, ao redor destas estruturas está o halo galáctico, cujos componentes mais proeminentes são os aglomerados globulares de estrelas antigas que orbitam o centro galáctico. Ao redor da galáxia existe ainda um halo de gases circundantes, além da matéria escura, que, embora indetectável diretamente, afeta sua dinâmica de rotação. A magnitude absoluta integrada da Via Láctea é de -20,6, que seria o brilho visível se toda a luz da galáxia fosse concentrada em um ponto a 32,6 anos-luz do observador.

Fonte: Wikipédia









A Via Láctea tem a forma de uma espiral, com um denso bojo central cercado por quatro braços espiralando para fora, contidos num halo maior e menos denso.
Não podemos observar a forma espiral porque o Sistema Solar está em um dos braços espirais, o braço de Órion. A galáxia é enorme: cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro, em comparação, o Sistema Solar parece pequeno, cerca de 12 horas-luz de diâmetro (13 bilhões de quilômetros).
Em noites de verão limpas, a Via Láctea pode ser vista estendendo-se da constelação meridional de Sagitário, onde é mais brilhante à constelação do Cisne, a grande cruz do norte. Durante o inverno, é mais vaga e cruza o céu perto de Órion e Cassiopéia. A Via Láctea tem falhas escuras em muitos lugares. Essas falhas são formadas por nuvens de poeira chamadas nebulosas, que bloqueiam a luz das estrelas situadas atrás delas.